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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

MEU DEUS, há quase 2 anos que não se publica neste galinheiro! Chiça!
Tanta coisa mudou.....
por onde começar?

domingo, 20 de abril de 2008

Queima!!

Todos já passámos por isto. Estilos e formas de viver, estar, vestir distintas. É nestas últimas que me foco hoje: as que dizem respeito ao vestir. Assunto que tem muito que se lhe diga e, na maioria das vezes, ficamos mesmo sem nada para dizer tamanha é a perplexidade perante o que vestem e investem os outros em coisas-que-não-lembra-o-diabo! O que seria do amarelo se amassemos, apenas, as outras cores?…sim, é verdade, mas não precisamos de gostar só do amarelo-canário ou do amarelo-expectoração!

O cenário é idílico, de prazer e edénico. Somente votados às baboseiras e derretimentos amorosos com carícias rentes, encostadas e espalhadas, cada vez mais derramadas e atrevidas. O início é tão bom e perfeito. O do namoro.
O parceiro é o melhor, o mais gracioso, o mais carinhoso, o mais bonito, o mais atrevido, arrojado e inventivo (no bom sentido…..porque no mau também é bom sê-lo). É o mais tudo até (….)

(…) que chega o augurante dia em nos aparece com AQUELE CHINELO de enfiar o dedo e sola quase de cunha, aquele calção de praia (que ele diz que é calção, mas no fim das contas é SUNGA (para não lhe chamar o que é na realidade - XUNGA!)), a meia branca pé-de-gesso com sapato biqueira bem quadradadona ou abicudada e pele cor de pão-de-ló (à qual eles gostam de chamar ‘CAMEL’ - horrenda – ‘essa merda dessa cor existe’????? Será que é difícil entender que só existem 3 cores POSSÍVEIS para sapatos: preto, castanho ou bordeaux?!….ok, 4..hoje estou mãos-largas e deixo entrar na roda o azul-marinho!)) ou aquele tenebroso blazer de pele (‘um clássico intemporal, muito vintage’, sendo as palavras anteriores, entre aspas, forçosamente compreendidas como sinónimo de ‘azeiteiro’ e nada mais pomposo do que isso) e, só para rematar, a tradicional e imprescindível camisa preta (comprada num acto de declarada insanidade, só pode!), ligeiramente cintada e de tecido enlycrado e com um certo brilho, fiel companheira nas (ex) noitadas (porque agora acabaram) da noite-da-mulher…..’Rausssssss com isso daqui! Queima tudo!, enquanto EU for viva!’
As opções a tomar, perante tamanha punhalada nas costas, são várias:

1- Proibir, (a bem ou a mal) terminantemente e para sempre, tais andrajos (porque na passagem para ‘o outro mundo’ tudo é pesado na balança e é bem melhor pagar tudo neste mundo do que entrar em dívida no outro);
2- Ignorar e resolver qualquer eventual ‘surpresa’ com um ‘Vai indo que eu já lá vou ter’ e não aparecer: a repentina enxaqueca estava terrível.
3- Queimar, estragar, manchar, aniquilar ou dar todo e qualquer artefacto menos agradável aos nossos olhos e aos olhos dos nossos amigos.

P.S. Este texto é válido para versão fêmea, macho, seres andróginos, etc e qualquer semelhança com casos reais não é coincidência.
(Bárbara, amiga, como me compreendes - so private).

sábado, 8 de março de 2008

8 do 3

Sintamo-nos
Sejamos
Congratulemo-nos
Abençoemo-nos
Felicitemo-nos

POR SERMOS GRANDES Mulheres....
não apenas hoje...
SEMPRE.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Falta de civismo (dos outros) a quanto (nos) obrigas…

O humor não era grande coisa.
Às 8 e pico da manhã, o que se poderia esperar?
Ocorrências obrigatórias: poupança na conversa (a essa hora não há nada para dizer, a não ser praguejar ‘que temos um dia inteirinho de trabalho pela frente’…a moral nunca está lá essas coisas!), sono…MUITO SONO (‘quanto mais durmo mais inércia tenho’!), trânsito….MUITO TRÂNSITO (sempre, para quem vai de Gaia para o Porto e a merda do nó de Francos é O cancro do tráfego da cidade. Perto dele, a Ponte da Arrábida sai barato, até de borla!), o dedo SEMPRE no search do rádio em busca de música que o ouvido matutino consiga suportar (tudo menos o papaguear dos energúmenos dos locutores desta nouvelle vague radiofónica que acham que dizer qualquer merda no ar, desde que seja dita por eles, tem piada e consegue o milagre do Mokambo que rasga (há anos) um sorriso na cara das famílias ao despertar!).

Vêm as irmãs nesta ‘alegria’ matinal do pára-arranca, saltitante à vista de qualquer transeunte automobilístico atento, quando a mana Sónia deixa, muito simpaticamente, uma senhora (na altura, ainda era uma senhora) passar da faixa da direita (a dela) para a da esquerda (a nossa). Qual não é o nosso espanto quando, depois de já estar com o seu jipe gigantesco e jurássico, de mil-novecentos-e-troca-o-passo, à nossa frente, olha para o retrovisor e ao invés de nos agradecer, como qualquer pessoa normal, encosta o dedo indicador na testa a rotular a mana de ‘doida’. A Nica, coitada, que não percebe nada de condução e vai todo o caminho mais a dormir do que acordada, é ‘abalroada’ pela mana Sónia, ‘tu já viste isto? deixei-a 'entrar' e ela ainda me chama maluca!, isto é uma falta de civismo, a grande parva!, que não tem outro nome, se calhar queria que eu parasse em vez de abrandar para lhe dar passagem?!, tu achas isto normal?’ e a Nica a responder que não ‘que não achava normal, que tinha sido uma grande bruta e a concordar que a outra era, sim senhora, uma grande parva’!

Minutos de silêncio, talvez tivessem sido apenas segundos, e o nosso carro a explodir de tensão, o nervoso miudinho da condutora à espera de conivência da passageira do lugar-do-morto (euzinha), as mãos decididas a segurarem o volante nervoso, o pé no acelerador com pressa repentina de actuar…era só o que ela estava à espera - da minha locução: ‘Mana, queres ultrapassar para a mandarmos à fava’? Palavrinhas mágicas que disseste que nem tinham acabado de ser proferidas já a mana Sónia acelerava e se punha ao ladinho do ‘dinossauro’. Mal nos aproximámos do vidro da ex-senhora que, agora (no mínimo), tinha passado a parva, já ela estava (ou não lidássemos nós com uma sub-urbana desqualificada com grande carência de civismo) com o dedo colado ao vidro, fazendo, na perfeição, aquele gesto famigerado que simboliza o órgão sexual masculino com os respectivos que o acompanham – é que nem deles se olvidou!!!

(…. FICÁMOS CEGAS, raivosas, danadas e miseravelmente arrependidas de lhe termos cedido passagem, capazes de nos imolarmos, ali mesmo, pelo nosso bom-samaritanismo - que entrasse na VCI mais tarde ou nem entrasse que não fazia lá falta nenhuma, - “mas você ‘tá maluca ou faz-se, ‘tá armada em Sandokan ou quê?, sua grandessíssima mentecapta!”)

Deixou de ser senhora - passou a parva e tantos outros nomes começados por P..., TUDO - num ápice e como quem tem má educação costuma tê-la a granel (esta, então, tinha toneladas), jamais satisfeita ou saciada com a medíocre conduta, guinou o dinossauro para cima de nós na tentativa de ameaça de nos abalroar a viatura. A mana Sónia que não é Lamy de sobrenome nem nada, mas também não é trenga nenhuma, em vez de se amedrontar e ficar para trás, acelerou o carro (não cabia um dedo na nesga entre nós e a velha carcaça que ficou lívida de espanto quando, ao passarmos, abrimos o vidro e lhe atirámos com a única coisa que estava à mão … UM PACOTE DE BOLACHAS!!
Não há pachorra (nem de Dalai Lama) que aguente!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Hoje falo de mim

Frase quase obrigatória quando uma gaja adoece e falta um diazinho ao trabalho ‘Então, ‘tás melhorzinha? Ontem não vieste!’. E uma gaja em condições lá tem que explicar a verdade que ‘a diarreia ‘tava que não se podia, que não me aguentava nas canetas. Maldita açorda de gambas que comi ontem’. Ou a verdade nua e crua ou a invenção da desculpa de gaja do costume ‘veio-me o período’. Preferível dizer a verdade, ou não fossem as minhas misérias adoentadas exactamente as mesmas das quais padece qualquer comum mortal.

Também não deixaria de ser verdade se dissesse que as canetas fraquejavam, não só do cansaço de maratonar até à sanita, mas também da estafa do trabalho em excesso e do espírito macaco-de-imitação que parece acompanhá-lo. Podia até, no meio do corredor, entre uma ida à fotocopiadora e a interpelação de um colega ‘saudoso’ ou ‘cusco’ divagar acerca do cansaço. Olhar para o sete estrelo e perder-me numa profunda explicação (sem qualquer interesse para o receptor e apenas com sentido para o emissor...eu própria):
‘... que Portugal continua a ser um país de trabalhadores e cheguem-se para lá os molengões que não merecem o pão que comem. Dos que dão o corpo ao manifesto, há os que são os primeiros a chegar (nem sempre os que levam a recompensa, é um facto), e isso sempre é uma grande compensação. Trata lá tu deste berbicacho, e o chefe a olhar, é preciso provar aos colegas que és tão bom quanto eles; encetas então a tarefa que é árdua, põem-te o trabalho em cima dos ombros e até estes já gemem com o esforço, arreias como um burro porque a ‘carga’ e a responsabilidade são pesadas, os joelhos fraquejam, ranges os dentes, a cabeça a moer, a pilha de papéis à tua volta a aumentar (que já nem miragem tens do colega da frente), retesas os rins, costelas e todos os ossos do corpo sentada naquela malfadada cadeira, bufas porque não vês onde está o ‘gato’ que te ensarilha o que parecia tão fácil, dás murros na mesa quando estavas quase lá e alguma coisa te distraiu ou atrapalhou a tarefa, sentes o sangue aflorar-te na cara, transpiras em bica (vira para a cá a ventoinha que estou quase a acabar) e o relógio tic-tac tic-tac, que há prazo para acabar, e as horas inimigas em trabalho rápido e doloroso de parto. Já só te apetece desistir, mas como dos fracos não reza a história e os olhos dos colegas ‘não vai conseguir; será que está quase?; vai pedir ajuda?; não consegue sozinha...’ aguçam-te o espírito extenuado que vai buscar forças onde não sabe que tem ou existem – e o que pede a cabeça violentada é que desistas, que não aguentas ‘mas quem te mandou a ti dizer que fazias?’, e depois pensas que preferes rebentar a ter que encarar o ‘fracalhota’ – tudo para não ficar mal vista.

Se fosse isto que tivesse saído da boca para fora no meio do tal corredor e no meio da tal ida à fotocopiadora, certamente que quando terminasse a divagação ou devaneio, estava a falar sozinha. O ‘cusco’ já se tinha posto a monte há muito, que fracalhote também não é e há trabalho para fazer.

Fraco o espírito, cansado o físico, abatida ou insípida a resposta, fiquemo-nos pela bela da diarreia, que muitos já padeceram dela – satisfaz-se a cusquice e guarda-se o resto cá dentro para quem verdadeiramente nos ouve. A diarreia não passa de mais um tema de conversa no corredor, como falar do mau ou bom tempo no elevador. Absorventes de tempos mortos e silêncios parados que é preciso aniquilar com um sorriso entredentes ‘Muito obrigada, boa tarde...a chuva não vai embora ou o sol hoje é para todos...blá, blá, blá’.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Blog do Bidé

Perguntam vocês ‘o que será um blog de bidé’? É um blog de gaja! O nome diz tudo. Somos mesmo nós que mais usamos esta belíssima invenção (não o blog, o bidé) para lavarmos….ok….o que nos apetecer. Deixemo-nos de preciosismos e especificidades. Nós, mulheres, gostamos de experimentar tudo (ou quase tudo) ou pelo menos aquilo que nos desperta curiosidade. E curiosidade, convenhamos, é connosco, é a ‘nossa cena’. Se existe é porque é para mexer, tocar, ver, apalpar, ‘cuscar’, usar e abusar. E falar, falar também…falamos muito!

Temos um sem número de defeitos hediondos: cobiçamos o que é das outras, gastamos mais do que devemos, não reciclamos, deixamos a cozinha numa estrumeira quando decidimos fazer muffins, reclamamos por tudo e por nada (em restaurantes porque o bife está mal passado e depois porque está passado de mais, nas lojas porque a blusa que já usamos cem vezes ganhou borboto, nos transportes públicos porque achamos que temos direito aos lugares sentados, no Ikea porque a porcaria do móvel era de fácil montagem e nem de pernas para o ar aquilo fica direito!, com o namorado ou marido porque não nos dá flores todos os dias especiais (que para nós são todos, menos quando estamos menstruadas), etc, etc,etc.

Mas somos mais bonitas e mais sentimentalóides e isso vale por tudo. É por isso que gostamos de ver novelas e filmes românticos. Para chorarmos as desgraças fictícias dos outros e as nossas ao mesmo tempo.
Queremos amor, carinho e atenção acima de qualquer coisa…ok…um cartão de crédito até dá jeito e um par de sapatos novo também! Somos mais atentas (ainda que isso traga o apêndice de vermos (mesmo) aquilo que não existe!), sabemos mais coisas de cor e salteado (os homens nem a matrícula do próprio carro sabem! – isto é verdade) e quando chegamos a uma certa idade estamo-nos nas tintas para uma data de coisas: se vamos à rua de pijama comprar cigarros ou passear o cão, se deixamos de nos depilar com frequência no Inverno (fica mais quentinho!), se usamos batom vermelho e nos olham de lado por isso; ou então fazemos um drama por tudo (que para os homens é nada, mas para nós pode ser uma catástrofe de proporções gigantescas): uma mulher que perde a carteira, por exemplo, quer lá saber dos documentos ou da chave de casa!, o que a preocupa é o blush rosa choc que lhe levou uma eternidade para descobrir porque tem a cor certa para o seu tom de pele e o rímel waterproof que lhe custou os olhinhos da cara! E isto não é ser superficial, é ser profunda porque o tempo que vai demorar a encontrar tudo de novo dava para fazer outras coisas! Tempo é dinheiro e, embora os homens ganhem mais, nós sabemos muito bem o que isso significa. Não somos burrinhas. Não temos jeito para uma data de coisas como mudar pneus de carros, mas não somos burras.

Voltando ao início deste texto (porque já me perdi aqui pelo meio com uma data de verdades), é muito fácil distinguir um blog de gaja de um blog de gajo. Perfeito, perfeito seria uma co-autoria, uma coisa mista. Homens e mulheres funcionam muito melhor em sintonia, em parelha, em simbiose, em concubinato e aos pares. Ou talvez não!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Mulher versus Homem

É a expressão mais ‘humanizada’ para a questão. Se preferirem, podemos falar de ‘Fêmea versus Macho’ numa versão mais consonante com o primitivismo do reino animal ao qual também, tão bem, pertencemos. Não que este reino se extinga nestes dois géneros: não esqueçamos os hermafroditas e os assexuados.

Mulher – Homem: não vivem um sem o outro e quando ‘vivem’ é por pouco tempo, ou não estivéssemos nós nesta vida ansiando por alguém que nos suavize a solidão e faça companhia. A realidade é que juntos ou separados a mesma verdade nunca é igual para um e para outro.

Mulher com corte de cabelo e roupa ‘à rapaz’ que fuma e bebe é ‘fufa’, homem mais sensibilizado pelo lado feminino é ‘sensível’; quando ela se preocupa com o look é ‘fútil e vaidosa’, quando ele se preocupa com a aparência, usa creme anti-rugas ou acessórios é metrossexual; macho com muitas mulheres é ‘experiente’, fêmea com muitos homens é ‘pêga’; se ele gosta muito de sair à noite para beber uns copos com os amigos é porque é ‘divertido’, se ela gostar do mesmo é porque ‘anda ao engate’; homem solteiro depois dos 30 é ‘independente’, mulher solteira depois dessa idade é ‘encalhada’; se ele não ajuda no serviço doméstico é ‘menino da mamã’, se ela não o faz é ‘desleixada e preguiçosa’; homem implacável nos negócios é ‘bem sucedido’, mulher na mesma circunstância é uma ‘cabra sem escrúpulos’; se a ele não lhe apetece sexo justifica-se porque ‘anda muito cansado’, se a ela não lhe apetece é porque é ‘frígida’; se ele for infiel é porque tem que procurar fora o que não tem em casa, se ela cair no mesmo erro é ‘pêga’ (outra vez); homem adúltero faz a mala e sai de casa e ninguém fala disso; mulher adúltera é ‘lançada à fogueira pública’; se ele cheirar a cavalo é porque cheira a Homem, se ela cheirar a égua é porque é ‘porca’.
Mundo igual, mas ‘mundo’ diferente.

O despertador toca às 6.30h. Acorda os miúdos e veste-os numa fugida. Deixa-os a tomar o pequeno-almoço e toma um banho à foge-que-te-agarro. Veste-se apressada. Sai de casa, enfrenta a merda do trânsito enquanto passa blush na cara e rímel nos olhos (não vá dar-se o caso dos clientes acharem que está com cara de zoombie porque passou a noite na ‘borga’). Deixa as crianças na escola às 8.30h. Vai a comer uma barra energética (que bem precisa) a caminho do serviço porque não teve tempo para mais. Entra às 9h. Trabalha, afincadamente, 4 horas e chega a pausa para o almoço. Que pausa? Que almoço? Sai a correr e vai enfrentar, estoicamente, a fila do Banco, sobra-lhe um nico de tempo para passar na lavandaria e deixar o fato Dele para limpar a seco. O almoço? Aconteceu no meio da correria, uma sande mal deglutida que lhe vai implorar, em menos de um nada, uns sais de fruto para matar a azia. Entra às 14h. Mais 4 horas de papéis acumulados, clientes com pressa e chamadas telefónicas. A cabeça em água. Sai às 18h. Se ‘correr’ contra o tempo ainda apanha meia aula de step no ginásio ao virar da esquina (Deus lhe livre ter que ouvir o marido, mais uma vez, a dizer que ‘tá com umas gordurinhas a mais!’). Sai suada em bica (não tem tempo para banhos, agora), vai a correr buscar os filhos à escola. Chega a casa, ‘acerta os ponteiros’ para conseguir fazer tudo ao mesmo tempo: dar banho aos miúdos, adiantar o jantar, pôr a mesa, vestir-lhes o pijama, ajudar com os T.P.C.’s, apanhar a roupa do estendal que já está seca para a mulher-a-dias engomar, ‘Dassss….pelo menos esse luxo deixem-me ter!!!’, ultimar o jantar, engoli-lo (e aí vem de novo o Eno em seu socorro), levantar a mesa, pôr a louça na máquina, tomar um banho (antes da digestão) ‘não vá agora, depois desta merda toda, ainda ‘esticar o pernil’ na banheira!’, vestir uma camisa de noite aceitável e obrigar-se a assanhar-se como gata sexual a fim de não ter que ouvir balelas do tipo, ‘estás diferente…agora nunca te apetece a toda a hora’ e a cabeça a martelar, ‘Parvo, se ajudasses alguma coisa não me sentia SEMPRE EXAUSTA!’.
Venham agora criticar o versus que ‘espreita’ lá de cima do título e digam que não está certa esta oposição de géneros (mundos). Até o muro de Berlim era mais ‘permeável’!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Friends will be friends


Porque é que algumas mulheres têm mais ‘amigas’ versão macho do que amigas versão fêmea?
‘MEA CULPA’ …. incluo-me neste saudável grupo que se ‘dá’ melhor com homens do que com mulheres. Motivo?

Perdoem-me as leitoras mais sensíveis…mas é verdade – a maioria das mulheres é uma seca (salvo raríssimas excepções).
Nunca tive paciência para aqueles grupos só de amigas de jantares, saídas e programas onde ‘menino não entra’ por um motivo muito especial….são umas chatas e têm assuntos hiper desinteressantes!

Quando se juntam, só falam dos filhos e cadilhos, dos maridos, do pneuzinho extra na zona abdominal (que, dito por elas (porque o têm),: ‘até fica sexy’!!!), da celulite (que acham sempre que vai desaparecer), de cabelos, trapos e sapatos, das infidelidades que estão (justificadamente) prontas a cometer (ou já cometeram) ou das ‘facadinhas’ no matrimónio de que são, inocentemente, vítimas. São, na maioria, fúteis, rabugentas, insuportáveis, (miseravelmente) amuadas, vingativas, histéricas, (exageradamente) complicadas, (estupidamente) desconfiadas, (incrivelmente) críticas…e são-no em grupo!!! (como se uma sozinha não bastasse para fazer a ‘festa’, atirar os foguetes e apanhar as canas) …. e falam MUITO (um discurso espremido que não dá sumo….o blá, blá, blá feminino é o mais conhecido). Como se não bastasse, escudam-se, a toda e qualquer hora, com a Tensão Pré-Menstrual (ainda que já tenham dito adeus à menstruação há mais de uma semana) e sofrem ‘horrores’ com as frequentes e TÃO convenientes enxaquecas nas horas de ‘aperto’.

Sinónimo de um dia bem passado, para elas? Uma manhã no shopping (a incinerar o cartão de crédito), uma tarde no cabeleireiro (a ‘cuscar’ a vida dos outros e das supostas ‘amigas’ que não estão presentes) e a noite num bar de strip masculino ‘fatela’ (para, mais tarde, mostrar as fotos ao marido e/ou namorado, numa tentativa muito frustrada de os deixar (a eles) roídos de ciúmes (que é como as palermas ficam quando vêem o oposto…); quando o serão é passado em casa, é vê-las a ‘ruminar’ chocolates e telenovelas a granel (quando não são elas mesmas a fazê-las - recheadas de más cenas dos próximos capítulos e com cobertura de falta de ânimo ou interesse para tudo o que escape a assunto ‘doméstico’).

Os homens são divertidos e despreocupados, falam de tudo, estão sempre na boa, não amuam sem percebermos o motivo, têm sempre tempo para nos ouvir, dizem o que lhes vem à boca (sem pensar), desvalorizam quando empolamos um assunto que não tem interesse nenhum, são mais práticos a encontrar os caminhos quando andamos perdidas (toda a gente sabe que as mulheres têm péssimo sentido de orientação e não sabem ler os mapas das estradas) e conseguem estacionar os carros nos sítios mais inacreditáveis (sem terem que dar moedinha aos ‘cromos’ do ‘estacionanço’, porque nunca têm medo que estes lhes risquem ‘a maquina’).

Acham que é preciso mais motivos para preferir o convívio com os ‘machos amigos’ da matilha?

No entanto, desconvençam-se os homens que pensam que são melhores do que as mulheres. Feminismos à parte, as fêmeas, ainda assim e apesar de chatas, são muito mais completas (temos útero … ok ? :)) e conseguimos fazer várias tarefas ao mesmo tempo….macho que consiga esta prodigiosa façanha é espécimen raro….muito raro.