Não, não estica.
É um fio condutor. Uma linha, não necessariamente direita nem ténue. Tem curvas, voltas e dobras sinuosas. É una, indivisível, não se parte ou interrompe para voltar mais tarde. Não fica em suspenso, pendente ou adiada.
É para viver, aproveitar, assistir, coabitar, fruir, usufruir, gozar. Está destinada. Não podemos esticá-la ou alongá-la (a não ser com uma existência muito regrada e, mesmo assim, sem grandes certezas). Não há elixir, magia, poção ou panaceia que a prolongue.
Pode ser encurtada. Por nós ou outrem.
Pode ser interrompida, voluntária ou involuntariamente. A primeira opção muito radical, extrema e desesperada. A segunda pode acontecer mascarada de doença, enfermidade, acidente, incidente ou crime; na maioria das vezes é por nós encarada ou interpretada como castigo, punição, pena, condenação. Não há ninguém que quando tocado pela falta de saúde ou acidente deixe de pensar ‘Porquê eu?’. Mais rapidamente pensamos assim do que temos tempo para pronunciar o nome de Jack Splat Kevorkian (médico americano defensor da prática da eutanásia).
Chamemos os nomes às coisas - a interrupção da vida é a morte. Contra ela ninguém pode ou domina. Acontece e não tem volta….a menos que seja naqueles casos em que um entendido nos diz que temos 6 meses de vida e acabámos por viver muito mais do que isso. Não lhe chamemos erro, então, chamemos benesse, dádiva ou segunda oportunidade. Um susto. Aparentemente, péssimo, por sinal, mas que nunca nos deixa indiferentes ou passivos perante um prenúncio de morte. De facto, tem um lado bom. Faz-nos despertar para a vida. Consequência de um anúncio de óbito. Beliscamo-nos para nos sentirmos vivos, sedentos, famintos e ávidos de viver.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Nó cego
Eu, Nádia-durmo-bem-obrigada, venho aqui para dizer que as pessoas complicam muito. Não eu, não tu, não ele, não ela, mas todos. Tornamo-nos verdadeiros artistas na arte da auto comiseração e do sentir pena, dor ou pesar de nós mesmos.
É verdade que não existe nenhuma lista que nos tenha sido dada quando fomos crianças ou andámos na escola. Ensinam-nos o a,e,i,o,u; o abecedário; o 1,2,3…e o b-a-bá…mas e o resto? Como é que eu me defendo dos outros e principalmente de mim mesmo? Não. Isso, ninguém nos ensina, não está num manual escolar, não há disciplina no currículo da escolaridade obrigatória que se debruce sobre o assunto nem lições pré ou pós pagas que possamos comprar para nos salvarmos. Sim porque é de salvação que precisamos quando nos entregamos de corpo e alma ao sentimento de piedade por nós próprios e alimentamos uma abundância de complicações, dificuldades, embrulhadas e alhadas. O perigo espreita dentro de nós e entre nós. São os secretos segredos, os enredados enredos, os ficcionados bruxedos, os (re)inventados problemas, os cadilhos, atilhos nós e sarilhos, as desalinhadas desordens, os alvoroçados rebuliços, as confusas e cozinhadas trapalhadas, as culpadas culpas e desculpas, os apavorados medos e os receados receios sem direito a pausa, intervalo ou recreio.
Quando, no meio disto tudo, nos esquecemos de nós e dos outros?, - dos que nos rodeiam, dos que importam, dos que nos amam, dos que nos acarinham, dos que nos ajudam - e passamos a pensar mais como aqueles que complicam, agravam, ferem e confundem? Incapacidade humana e quase inata, natural e congénita (porque nunca recebemos ensinança em contrário) de ligar o ‘descomplicómetro’ e viver bem…não na perfeição, com algum caos, mas bem: em equilíbrio, com sensatez, classe, sintonia, harmonia, charme, juízo, brio, ânimo, coragem, bravura, audácia, arrojo e cavalheirismo.
Não basta dizermos que somos bons, temos que sentir que o somos mesmo e prová-lo: a nós mesmos, em primeiro lugar, e depois aos outros que nos ajudam a acreditar. É uma forma bonita de mostrarmos gratidão e reconhecimento a quem nos estima – gostarmos de nós próprios, sem esquecer de demonstrar, também, que somos capazes de prezar os outros. Precisamos desatar o nó cego que tão bem (mal) laçamos e que nos enforca a força de viver numa vida que é sempre curta e minguada para tudo o que desejaríamos.
Se não podemos ser fortes, porém tão-pouco sabemos ser débeis, somos derrotados. A vida, aqui, trata do assunto por nós e não pede conselho, sugestão ou parecer. Se for com o nosso consentimento e consenso, a vida da nossa merda de vida fica abundantemente mais facilitada. Sentirmo-nos invencíveis é uma questão de defesa, sentirmo-nos vulneráveis é uma questão de ataque – tudo reside em pormo-nos a jeito (ou à cautela) nas nossas vivências e desejos, ambições e paixões, pretensões e aspirações. Se dermos luta, ela arreia. Ganhamos nós, ela perde, ainda que nos roube e usurpe muita coisa pelo caminho.
É verdade que não existe nenhuma lista que nos tenha sido dada quando fomos crianças ou andámos na escola. Ensinam-nos o a,e,i,o,u; o abecedário; o 1,2,3…e o b-a-bá…mas e o resto? Como é que eu me defendo dos outros e principalmente de mim mesmo? Não. Isso, ninguém nos ensina, não está num manual escolar, não há disciplina no currículo da escolaridade obrigatória que se debruce sobre o assunto nem lições pré ou pós pagas que possamos comprar para nos salvarmos. Sim porque é de salvação que precisamos quando nos entregamos de corpo e alma ao sentimento de piedade por nós próprios e alimentamos uma abundância de complicações, dificuldades, embrulhadas e alhadas. O perigo espreita dentro de nós e entre nós. São os secretos segredos, os enredados enredos, os ficcionados bruxedos, os (re)inventados problemas, os cadilhos, atilhos nós e sarilhos, as desalinhadas desordens, os alvoroçados rebuliços, as confusas e cozinhadas trapalhadas, as culpadas culpas e desculpas, os apavorados medos e os receados receios sem direito a pausa, intervalo ou recreio.
Quando, no meio disto tudo, nos esquecemos de nós e dos outros?, - dos que nos rodeiam, dos que importam, dos que nos amam, dos que nos acarinham, dos que nos ajudam - e passamos a pensar mais como aqueles que complicam, agravam, ferem e confundem? Incapacidade humana e quase inata, natural e congénita (porque nunca recebemos ensinança em contrário) de ligar o ‘descomplicómetro’ e viver bem…não na perfeição, com algum caos, mas bem: em equilíbrio, com sensatez, classe, sintonia, harmonia, charme, juízo, brio, ânimo, coragem, bravura, audácia, arrojo e cavalheirismo.
Não basta dizermos que somos bons, temos que sentir que o somos mesmo e prová-lo: a nós mesmos, em primeiro lugar, e depois aos outros que nos ajudam a acreditar. É uma forma bonita de mostrarmos gratidão e reconhecimento a quem nos estima – gostarmos de nós próprios, sem esquecer de demonstrar, também, que somos capazes de prezar os outros. Precisamos desatar o nó cego que tão bem (mal) laçamos e que nos enforca a força de viver numa vida que é sempre curta e minguada para tudo o que desejaríamos.
Se não podemos ser fortes, porém tão-pouco sabemos ser débeis, somos derrotados. A vida, aqui, trata do assunto por nós e não pede conselho, sugestão ou parecer. Se for com o nosso consentimento e consenso, a vida da nossa merda de vida fica abundantemente mais facilitada. Sentirmo-nos invencíveis é uma questão de defesa, sentirmo-nos vulneráveis é uma questão de ataque – tudo reside em pormo-nos a jeito (ou à cautela) nas nossas vivências e desejos, ambições e paixões, pretensões e aspirações. Se dermos luta, ela arreia. Ganhamos nós, ela perde, ainda que nos roube e usurpe muita coisa pelo caminho.
Quem não sabe estar….
Hoje, eu e uma grande amiga tivemos que ‘levar’ (este é o termo perfeito) com a idiotice dos outros. Mais do que idiotice: a imbecilidade, a cretinice, a sandice, a mediocridade. Pessoas com um perfil já aqui tão exaustivamente tocado, mas que ainda nos surpreendem no dia a dia! Os fungos, os vírus, a peçonha em forma humana. Parasitas que se querem apropriar da vida alheia porque não têm vida ou mais o que fazer senão destruir o que está de pé. Não fosse o sustentáculo fiável (antes fraco, adoentado e frágil), a coisa poderia até correr mal. Venceriam os venenosos e intriguistas, perderiam os incautos e desprevenidos.
Ter paz não é nada fácil.
Há sempre atribulações e tramas para desbaratar a fim de debelar a concórdia existente.
Não se podem guardar as armas e as espadas. Quando pensamos que a merda já não mexe, está ‘morta’ e enterrada a 7 palmos abaixo da terra, longe da vista e da pele, eis que se levanta do nada, mal cheirosa, ridícula, grotesca e ‘armada’ em invencível.
Cómica e risível….esta maldade gratuita sem fundamento ou alicerce que não seja a má-formação de quem tem muito tempo e pouca imaginação para votar ao desperdício. Entraves que amordaçam e calam (por breves momentos) as boas palavras que poderia ter para dizer ou escrever.
Absolutos perdedores. Podem até conquistar qualquer coisa aqui ou ali, mas quando chegam acolá, ou dão de caras com algo mais forte e profundo, não vingam….há sempre alguém mais inteligente a quem não ‘papam nada na cabeça’.
Ter paz não é nada fácil.
Há sempre atribulações e tramas para desbaratar a fim de debelar a concórdia existente.
Não se podem guardar as armas e as espadas. Quando pensamos que a merda já não mexe, está ‘morta’ e enterrada a 7 palmos abaixo da terra, longe da vista e da pele, eis que se levanta do nada, mal cheirosa, ridícula, grotesca e ‘armada’ em invencível.
Cómica e risível….esta maldade gratuita sem fundamento ou alicerce que não seja a má-formação de quem tem muito tempo e pouca imaginação para votar ao desperdício. Entraves que amordaçam e calam (por breves momentos) as boas palavras que poderia ter para dizer ou escrever.
Absolutos perdedores. Podem até conquistar qualquer coisa aqui ou ali, mas quando chegam acolá, ou dão de caras com algo mais forte e profundo, não vingam….há sempre alguém mais inteligente a quem não ‘papam nada na cabeça’.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Blog do Bidé
Perguntam vocês ‘o que será um blog de bidé’? É um blog de gaja! O nome diz tudo. Somos mesmo nós que mais usamos esta belíssima invenção (não o blog, o bidé) para lavarmos….ok….o que nos apetecer. Deixemo-nos de preciosismos e especificidades. Nós, mulheres, gostamos de experimentar tudo (ou quase tudo) ou pelo menos aquilo que nos desperta curiosidade. E curiosidade, convenhamos, é connosco, é a ‘nossa cena’. Se existe é porque é para mexer, tocar, ver, apalpar, ‘cuscar’, usar e abusar. E falar, falar também…falamos muito!
Temos um sem número de defeitos hediondos: cobiçamos o que é das outras, gastamos mais do que devemos, não reciclamos, deixamos a cozinha numa estrumeira quando decidimos fazer muffins, reclamamos por tudo e por nada (em restaurantes porque o bife está mal passado e depois porque está passado de mais, nas lojas porque a blusa que já usamos cem vezes ganhou borboto, nos transportes públicos porque achamos que temos direito aos lugares sentados, no Ikea porque a porcaria do móvel era de fácil montagem e nem de pernas para o ar aquilo fica direito!, com o namorado ou marido porque não nos dá flores todos os dias especiais (que para nós são todos, menos quando estamos menstruadas), etc, etc,etc.
Mas somos mais bonitas e mais sentimentalóides e isso vale por tudo. É por isso que gostamos de ver novelas e filmes românticos. Para chorarmos as desgraças fictícias dos outros e as nossas ao mesmo tempo.
Queremos amor, carinho e atenção acima de qualquer coisa…ok…um cartão de crédito até dá jeito e um par de sapatos novo também! Somos mais atentas (ainda que isso traga o apêndice de vermos (mesmo) aquilo que não existe!), sabemos mais coisas de cor e salteado (os homens nem a matrícula do próprio carro sabem! – isto é verdade) e quando chegamos a uma certa idade estamo-nos nas tintas para uma data de coisas: se vamos à rua de pijama comprar cigarros ou passear o cão, se deixamos de nos depilar com frequência no Inverno (fica mais quentinho!), se usamos batom vermelho e nos olham de lado por isso; ou então fazemos um drama por tudo (que para os homens é nada, mas para nós pode ser uma catástrofe de proporções gigantescas): uma mulher que perde a carteira, por exemplo, quer lá saber dos documentos ou da chave de casa!, o que a preocupa é o blush rosa choc que lhe levou uma eternidade para descobrir porque tem a cor certa para o seu tom de pele e o rímel waterproof que lhe custou os olhinhos da cara! E isto não é ser superficial, é ser profunda porque o tempo que vai demorar a encontrar tudo de novo dava para fazer outras coisas! Tempo é dinheiro e, embora os homens ganhem mais, nós sabemos muito bem o que isso significa. Não somos burrinhas. Não temos jeito para uma data de coisas como mudar pneus de carros, mas não somos burras.
Voltando ao início deste texto (porque já me perdi aqui pelo meio com uma data de verdades), é muito fácil distinguir um blog de gaja de um blog de gajo. Perfeito, perfeito seria uma co-autoria, uma coisa mista. Homens e mulheres funcionam muito melhor em sintonia, em parelha, em simbiose, em concubinato e aos pares. Ou talvez não!
Temos um sem número de defeitos hediondos: cobiçamos o que é das outras, gastamos mais do que devemos, não reciclamos, deixamos a cozinha numa estrumeira quando decidimos fazer muffins, reclamamos por tudo e por nada (em restaurantes porque o bife está mal passado e depois porque está passado de mais, nas lojas porque a blusa que já usamos cem vezes ganhou borboto, nos transportes públicos porque achamos que temos direito aos lugares sentados, no Ikea porque a porcaria do móvel era de fácil montagem e nem de pernas para o ar aquilo fica direito!, com o namorado ou marido porque não nos dá flores todos os dias especiais (que para nós são todos, menos quando estamos menstruadas), etc, etc,etc.
Mas somos mais bonitas e mais sentimentalóides e isso vale por tudo. É por isso que gostamos de ver novelas e filmes românticos. Para chorarmos as desgraças fictícias dos outros e as nossas ao mesmo tempo.
Queremos amor, carinho e atenção acima de qualquer coisa…ok…um cartão de crédito até dá jeito e um par de sapatos novo também! Somos mais atentas (ainda que isso traga o apêndice de vermos (mesmo) aquilo que não existe!), sabemos mais coisas de cor e salteado (os homens nem a matrícula do próprio carro sabem! – isto é verdade) e quando chegamos a uma certa idade estamo-nos nas tintas para uma data de coisas: se vamos à rua de pijama comprar cigarros ou passear o cão, se deixamos de nos depilar com frequência no Inverno (fica mais quentinho!), se usamos batom vermelho e nos olham de lado por isso; ou então fazemos um drama por tudo (que para os homens é nada, mas para nós pode ser uma catástrofe de proporções gigantescas): uma mulher que perde a carteira, por exemplo, quer lá saber dos documentos ou da chave de casa!, o que a preocupa é o blush rosa choc que lhe levou uma eternidade para descobrir porque tem a cor certa para o seu tom de pele e o rímel waterproof que lhe custou os olhinhos da cara! E isto não é ser superficial, é ser profunda porque o tempo que vai demorar a encontrar tudo de novo dava para fazer outras coisas! Tempo é dinheiro e, embora os homens ganhem mais, nós sabemos muito bem o que isso significa. Não somos burrinhas. Não temos jeito para uma data de coisas como mudar pneus de carros, mas não somos burras.
Voltando ao início deste texto (porque já me perdi aqui pelo meio com uma data de verdades), é muito fácil distinguir um blog de gaja de um blog de gajo. Perfeito, perfeito seria uma co-autoria, uma coisa mista. Homens e mulheres funcionam muito melhor em sintonia, em parelha, em simbiose, em concubinato e aos pares. Ou talvez não!
Looking for a change?
Um trabalho nos dias de hoje é 99, (e muitos %) … um trabalho. Não tem regalias, não é bom, não satisfaz, não era o que queríamos ou procurávamos, não foi para aquilo que estudámos, foi o que apareceu. Ainda assim!!, quase agulha em palheiro ‘bicudo’ porque ‘o mercado de trabalho ‘tá mau…a coisa ‘tá preta…blá, blá, blá e não vai melhorar’. Mas mau para quem? Claro que não é para todos. Não estamos a falar dos que têm o factor ‘grande-cunha-de-alguém-conhecido-a-quem-já-se-fez-um-favorzinho-um-dia’ cuja principal função profissional passa a ser andar com um papel na mão O DIA INTEIRO a tratar de qualquer-coisa-urgente-que-não-sabem-o-que-é, para não incomodarem muito. Desde que o cacau pingue na conta bancária da cigarra ao fim do mês (e por muitos, longos, vitalícios e ociosos anos) … que prodígio!
Os tais 99, (e muitos %) são as formiguinhas que compõem a maioria. São uns sortudos! Têm dois empregos (assim como os cônjuges) e o filho ainda entrega pizzas ao domicílio depois da escola (aos inúteis que se passearam na empresa o dia inteiro de papel na mão e estão estafados dos tachos) para conseguirem pagar: a casa (onde já só casualmente se encontram) já hipotecada pela merda da vida; o carro indispensável para se correr de um emprego ao outro; a prestação daquele crédito educativo feito há 15 anos; as malditas contas da farmácia e o balúrdio do lar para a sogra com Alzheimer precoce e acamada, cuja mísera reforma não dá para saldar sequer as contas das fraldas porque já não retém a urina nem coisa nenhuma (‘Ao que um ser humano chega!’).
Revolta? Nem vê-la! Formiga que se preze não reclama nem exige. Faz, executa, cumpre e não contesta com medo de ouvir ‘É isto ou RUA! Venha o próximo!’
E, de repente!, quando tudo corria ‘TÃO’ bem, recebe a notícia de que a empresa onde trabalha vai mudar para Espanha – sem ele!! A Nova Era computorizada dita que um faz o trabalho de quatro….para quê desperdiçar recursos informáticos quando se podem descartar pessoas?!! Para ajudar ao ‘festim’ a filha mais nova tem um problema de saúde e o seguro não cobre a cirurgia (outros filhos-da-mãe camuflados – não os vírus que trazem a doença, mas os tipos dos Seguros que trazem as dores de cabeça). Não sabe o que fazer…3 empregos não vai dar!, mas, afinal de contas, voltam a ser dois porque o primeiro já perdeu! Volta ao mesmo – a leitura exaustiva da página de emprego do Jornal no Café do lado (que é grátis) ‘onde nem um puto de um cigarro posso fumar por causa desta IMPORTANTE e URGENTE lei do tabaco’. E é o telemóvel que toca. É um tipo de uma empresa de cobrança que quer o Corsa de volta porque se esqueceu E NÃO PÔDE pagar (entre uma notícia de despedimento, uma doença e as mil e uma preocupações e despesas) as duas últimas prestações.
‘Porra! Mas não ando eu há anos a ouvir dizer que, se os portugueses apertarem o cinto, a coisa vai melhorar!’ Quando um tipo ‘tá na merda….nem vale a pena dizer o resto!
Os tais 99, (e muitos %) são as formiguinhas que compõem a maioria. São uns sortudos! Têm dois empregos (assim como os cônjuges) e o filho ainda entrega pizzas ao domicílio depois da escola (aos inúteis que se passearam na empresa o dia inteiro de papel na mão e estão estafados dos tachos) para conseguirem pagar: a casa (onde já só casualmente se encontram) já hipotecada pela merda da vida; o carro indispensável para se correr de um emprego ao outro; a prestação daquele crédito educativo feito há 15 anos; as malditas contas da farmácia e o balúrdio do lar para a sogra com Alzheimer precoce e acamada, cuja mísera reforma não dá para saldar sequer as contas das fraldas porque já não retém a urina nem coisa nenhuma (‘Ao que um ser humano chega!’).
Revolta? Nem vê-la! Formiga que se preze não reclama nem exige. Faz, executa, cumpre e não contesta com medo de ouvir ‘É isto ou RUA! Venha o próximo!’
E, de repente!, quando tudo corria ‘TÃO’ bem, recebe a notícia de que a empresa onde trabalha vai mudar para Espanha – sem ele!! A Nova Era computorizada dita que um faz o trabalho de quatro….para quê desperdiçar recursos informáticos quando se podem descartar pessoas?!! Para ajudar ao ‘festim’ a filha mais nova tem um problema de saúde e o seguro não cobre a cirurgia (outros filhos-da-mãe camuflados – não os vírus que trazem a doença, mas os tipos dos Seguros que trazem as dores de cabeça). Não sabe o que fazer…3 empregos não vai dar!, mas, afinal de contas, voltam a ser dois porque o primeiro já perdeu! Volta ao mesmo – a leitura exaustiva da página de emprego do Jornal no Café do lado (que é grátis) ‘onde nem um puto de um cigarro posso fumar por causa desta IMPORTANTE e URGENTE lei do tabaco’. E é o telemóvel que toca. É um tipo de uma empresa de cobrança que quer o Corsa de volta porque se esqueceu E NÃO PÔDE pagar (entre uma notícia de despedimento, uma doença e as mil e uma preocupações e despesas) as duas últimas prestações.
‘Porra! Mas não ando eu há anos a ouvir dizer que, se os portugueses apertarem o cinto, a coisa vai melhorar!’ Quando um tipo ‘tá na merda….nem vale a pena dizer o resto!
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