segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Homenagem

Tenho a certeza que faz mais de um ano que a Rita pensou em matar-se.
Tenho a certeza que faz hoje um ano que ela, efectivamente, conseguiu fazê-lo.
Tenho muita pena de não poder estar hoje (de corpo presente) em Lisboa e participar na homenagem (da família) àquilo que ela foi em vida.

Rita, tens dois filhos fantásticos que sentem muitíssimo a tua falta.
Dos restantes familiares mais próximos escuso-me a falar – as palavras nunca seriam suficientes para descreverem a dor que sentem (o teu pai, a tua mãe e a tua irmã).

Espero que tenhas encontrado a paz para o teu desassossego.

Todos aprendemos contigo.

Blogs

Isto de ter um blog é giro... é a oportunidade de dar vida àquele "escritor" que temos dentro de nós. É o meio para divulgar ideias, gostos, paixões, vivências... é o local onde se "despejam" pensamentos... onde a escrita se vai aperfeiçoando... e onde, muitas vezes, se escreve entre-linhas!!!
No fundo, um blog é um local de partilha ... basta que haja quem queira perceber isto!!

Depois há... "O que um blog nunca deve ser"... Simples!! Um campo de 'batalhas' ou 'tanque para lavagem de roupa suja'... onde é fácil 'atirar pedras' e depois olhar para o lado e assobiar!!! Educação, Civismo (talvez, falta deles) ... chamem-lhe o que quiserem!!!

Texto Assinado por: O Provedor e "textoplasta" do 41nica.blogspot.com (devidamente autorizado pela 'dona' deste espaço).

sábado, 27 de outubro de 2007

Achtung!


Aprendi uma coisa nova hoje.
Tenham cuidado comigo.

Em conversa com um Sr. (sem nome) fiquei a saber que, afinal, não sou quem pensei que era.
Descobri que tenho um alter ego que sofre de 'mau caractismo', que sou uma pessoa desprezível, 'muito dada', 'sem nível'; tenho problemas gravíssimos de auto-estima; sou 'pobre de espírito', uma 'fulana sem pinta', rídicula, 'má-língua' e que 'destilo veneno' por onde quer que passo!!

Este mundo é bom porque nos reserva belas surpresas e nos presenteia com gente tão atenta e generosa (como este Sr.) que nos abre os olhos para o nosso próprio eu e nos faz descobrir coisas sensacionais.
Dizem que podemos viver uma vida inteira ao lado de uma pessoa sem nunca a conhecermos verdadeiramente...pois bem, aprendi hoje que vivo comigo há 30 anos e nunca me tinha dado conta daquilo que sou. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és....e não é que esta verdade é válida para nós mesmos!!!!??? Nunca pensei que tivesse andado tão mal-acompanhada comigo mesma, estes anos todos!!!!

Vocês, que me consideram amiga, devem pensar bem se, afinal de contas, eu e os meus graves defeitos seremos dignos de vos acompanharmos, como até aqui tem vindo a acontecer. Peço-vos desculpa, mas não foi propositado...era puro desconhecimento de causa!!! E logo eu, que nunca me achei uma pessoa distraída...no melhor trapo cai a nódoa.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

A nú

Pela primeira vez publico um texto sem alinhavos ou rascunho - se esta merda de blog não serve para 'dizer' tudo o que me apetece....então para que serve?

O que escrevo, agora, sai em catadupa, turbilhão, sem travão nem marcha à ré (nota-se, já comecei a praguejar).

O meu momento é de casulo, de introspecção, de auto-análise, de clausura 'no mosteiro' (tens razão, Daniel!).

Perdoem-me os mails e as mensagens não respondidas, as chamadas não atendidas e não devolvidas, propositadamente, ignoradas ou rejeitadas, os convites recusados, os programas adiados, os comentários, excusadamente, não agradecidos; a falta de motivação e interesse, a incapacidade momentânea intercalada com alguma vontade intermitente de mudar o estado de coisas, a fase 'patinho feio', o 'medo' da vossa pergunta 'estás bem?' e o pavor da resposta que tenho para oferecer (porque me obriga a pensar no que quero olvidar - aguardo uma suficiente dose de amnésia que tarda em chegar).

Bárbara, Daniel, Rui, Pedro, Eduardo, Manuel, Ana, Elisa, Marta, Elisabete...
DESCULPEM!
A fase tem sido mesmo de merda.

Esta foi a forma mais pública, mas fácil e sincera de Vos pedir perdão (sem ter que a repetir, dolorosamente, a cada um de vós). Através dela expio, também, as minhas culpas, sem nunca esquecer de vos estar grata. A (vossa) insistência tem sido uma grande prova de amizade.

Não é de propósito....
É o que tem sido possível.
Amo-vos.
Obrigada.

Trabalho para quem merece

Fazem parte do rol dos sítios estranhos os espaços onde a nossa geração trabalha: atrás de ilhas de secretárias separadas por biombos com a responsabilidade de absorverem o som a fim de não incomodar o ‘vizinho’ do lado.

Trabalhamos encobertos e protegidos por portas corta-fogo e paredes blindadas, controlados por um cartão de ponto que regista e inventaria as entradas e as saídas, vigiados por circuitos fechados de vídeo vigilância.
Não vemos o sol, não respiramos ar puro, não temos um bar com um sorriso simpático do outro lado para nos servir o café, - foi, modernamente, substituído por uma máquina que serve péssima cafeína, com sabor a lixívia, a troco de uns caríssimos 0.15 cêntimos, tendo em conta a qualidade da beberagem.

Intervalos e pausas, tempo de Internet e tempo ao telefone – tudo cronometrado e controlado ao segundo. Sistemas informáticos vasculhados a pente fino em busca de um qualquer motivo para uma caça às bruxas, onde tudo o que é suposto ser privado passa a público num estalar de dedos.

‘Grande empresa’ não é sinónimo de ‘grande emprego’ ou ordenado compatível na grandiosidade. A vontade de trabalhar nem sempre é premiada com uma boa oferta ou oportunidade. Muitas vezes, sentimos que não somos reconhecidos ou ‘vistos’, apesar de nos sentirmos observados, por cima do ombro, a cada passo dado.
Vamos pensar que esta vigília ou este controlo é absolutamente necessário da parte de quem (às vezes, sem sabermos ou conseguirmos entender como) assume o comando. Sem esta crença, passaríamos de descontentes a revoltados. Façamos ‘apneia profissional’ e aguardemos (parece-me uma péssima ideia – porque, normalmente, as coisas não mudam tanto) ou ‘saltemos fora’ em busca de algo que nos preencha e compense da forma que merecemos.

Só o 'peixe' morto é que vai com a 'corrente'.

Inacabadas...

Se arrependimento matasse...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Aos pessimistas...

"Só existem dois dias do ano em que não podemos fazer nada. O ontem e o amanhã."
(Mahatma Ghandi)